O fim do cigarro com sabor - ou: Fumo Hollywood para o meu sucesso..

Coff.. Coff.. 
A mais.. Coff.. Coff.. 
A mais ou menos.. Coff.. Coff..

A mais ou menos sete anos eu coloquei o meu primeiro cigarro na boca, um Hollywood Menthol, recordo-me bem, era setembro de dois mil e cinco. Estava um amigo, sua namorada e eu as margens do rio capim. Muito tempo passou. Não comecei a fumar por conta do gosto do cigarro, entretanto, se meu primeiro cigarro não tivesse sido tragado naquele dia, ocorreria futuramente, com um cigarro de sabor ou não.

Chega a ser embaraçoso pensar que em 2006 eu tinha um acesso muito fácil ao cigarro. Com 14 anos eu podia comprar um cigarro na padaria, ascender e sair pela rua fumando. Sem importa-me com nada. Não havia nem um ano de fumante quando troquei o Hollywood Menthol pelo Hollywood Original. Inspirado pelo filme Cazuza - O Tempo não Para (esse ano cheguei a fumar um cigarro com o ator Daniel de Oliveira durante uma pausa das filmagens de Órfãos do Eldorado) que me levou a a ver os cigarros de filtro vermelho como um status de rebeldia, poder e intelectualidade.

Mesmo assim digo; não comecei a fumar por influencia alheia. Acho que o adquiri o hábito de fumar por características pessoais, desde novo viciado em café, cresci em um ambiente onde o fumo era normal, mãe fumante, tias fumantes e afins. Não os culpo pelo meu vicio, não culpo o amigo o qual me emprestou o primeiro cigarro, nem as propagandas.

Não vim do tempo em que fumar era chique, as propagandas já haviam sido proibidas, as carteiras já vinham dizendo que fumar é prejudicial à saúde e a venda era proibida a menores de dezoito anos. As barreiras como imagens agressivas de advertência e afins não impediram com que eu e muitos jovens virassem fumantes, e não é a proibição dos cigarros com sabor que vai freiar a nova geração.

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